segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
Político no fim de carreira
Contava tudo, com detalhes e sem rancor, com todas as provas que pudesse reunir. Contra todos e contra mim mesmo. Com o mais alto nível de patriotismo e com o mínimo de auto-admiração. Relatava o outro lado das grandes negociatas e obras públicas, revelava muitas faces ocultas e quem foram os beneficiados, com nome e apelido.
Assim, eu ficava na história do país, bem mais reconhecido do que ficarei levando comigo apenas o medíocre que realmente fui. Seria o maior gesto de grandeza que o meu país já recebeu. E eu, finalmente fazia um grande bem, ajudando o país a livrar-se dessa corja a que pertenci.
quarta-feira, 11 de Novembro de 2009
As palavras
Estão amargas e refugiam-se em desculpas.
Ainda as consigo ouvir. Falam mas não agem.
Condenam e esconjuram o papel,
No entanto, a folha em branco recusa-se a assumir tais culpas.
Subitamente, as palavras vestem-se de coragem.
Fervilham e desafiam o seu destino.
Procuram nova identidade. Lutam por outro começo.
Convidam-me para combater,
No entanto, afundado em pranto declino.
Que fiz de mim? Não me reconheço.
Vou encontrar-me antes de me perder.
quinta-feira, 6 de Agosto de 2009
A preparar o regresso
Voltarei a escrever em breve.
quinta-feira, 25 de Junho de 2009
Homenagem a Michael Jackson
Um dos nomes mais populares do mundo, Michael Jackson começou a dançar aos 5 anos, iniciando sua carreira profissional aos 11 como vocalista do grupo Jackson 5, formado por ele e os irmãos. Em 1971, iniciou a carreira solo e teve uma vida cheia de sucessos e escândalos. Cinco do seus álbuns de estúdio tornaram-se os mais vendidos mundialmente, sendo Thriller o álbum mais vendido em toda a história da música.
Enquanto cantor, bailarino e compositor admiro bastante o artista norte americano. Deixo assim a minha homenagem ao rei da pop - O Elvis do seu tempo.
Thriller
segunda-feira, 22 de Junho de 2009
sábado, 30 de Maio de 2009
A actual política - A verddade da mentira
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais.
para alcançar os nossos ideais
Mostraremos que é uma grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo da nossa acção.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
as nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos os nossos propósitos mesmo que
os recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.
DEPOIS DA POSSE
Basta ler o mesmo texto acima, DE BAIXO PARA CIMA
(autor desconhecido)
terça-feira, 28 de Abril de 2009
Marketing do Optimismo
A multinacional Leo Burnett, com presença também em Portugal, desenvolveu um bom exemplo de Marketing Viral. Trata-se de um plugin que elimina a palavra “crise” e a substitui por “oportunidade”. A aplicação foi lançada no passado dia 15 e já foi traduzida para mais de 20 idiomas, permitindo que cada vez mais pessoas possam ver a realidade de outra forma, focando-se muito mais nas oportunidades. A ideia já é utilizada por milhares de pessoas, em 94 países do mundo, sendo os mais “optimistas” Portugal, E.U.A. Reino Unido e Austrália.
A aplicação por agora funciona no navegador Firefox. A versão para funcionar com o Internet Explorer será lançada brevemente.
Veja aqui o vídeo com o plugin Leo Burnett Lisboa.
sexta-feira, 17 de Abril de 2009
quarta-feira, 15 de Abril de 2009
Emoções
"Em paz com a vida e o que ela me traz, na fé que me faz otimista demais,
Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi"... (Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
terça-feira, 7 de Abril de 2009
Existem alternativas
A “nova” visão de como exercer política em Portugal está a ser propagada por pessoas que na sua teimosia não desistem de denunciar e reclamar por uma sociedade mais justa e realmente democrata. Estão a contribuir com ideias, movimentos cívicos, fóruns e blogues de esclarecimento.
Retirado do blogue: Um jardim no deserto
"Espalhe esta ideia: Democracia Directa- Visão Cristã
divulgando este endereço: http://democratadirecto.wordpress.com
e, se dispuser de tempo e vontade para o fazer e se sentir identificado com os princípios e objectivos, participe com as suas próprias ideias.
Todas as pessoas de boa vontade são bem vindas.
Os cidadãos têm que tomar em suas mãos aquilo que é seu por direito numa democracia: o poder de decidir sobre a forma de funcionamento do seu país e a sua forma de estar no mundo."
quinta-feira, 26 de Março de 2009
Intervenção Pública
O P.H. ácido associa-se à divulgação da Fundação do “Movimento para a Democracia Directa - DD”
Os movimentos cívicos, quando fundados sobre valores democráticos e tendo com bandeira o poder do povo e para o povo, são sempre uma mais-valia para a sociedade. Tendo em conta o apurado sentido de justiça do mentor do “Movimento para a Democracia Directa” e a sua declaração de Princípios, acredito que este será um meio eficaz de reclamar por uma sociedade mais livre e justa.
O encontro para a fundação do Movimento para a Democracia Directa será em Alcobaça, no dia 28 de Março pelas 15 horas.
http://doportugalprofundo.blogspot.com/
quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009
Trabalhar para o bem comum
“O profissionalismo é entendido como as características e capacidades específicas da profissão. É a complexa variedade a que um profissional se deve submeter para desempenhar o trabalho com dignidade, justiça e responsabilidade”. (wikipedia).
A competência no exercício das funções confere ao profissional uma posição, que uma vez conquistada e mantida, faz dele alguém digno, justo e responsável. Não me refiro a um estado superior de moralidade, nem tão pouco à altivez de se tomar como dono e senhor da verdade absoluta e irrefutável. Falo de alguém, que acima de tudo, é respeitado, ouvido, admirado e compreendido.
São estas características, entenda-se consequências dos actos e palavras, que quando conferidas por aqueles com quem se lida diariamente no meio profissional ou académico, fazem da pessoa um aliado que trabalha para o bem comum, ou seja, um bom profissional. Este é o ponto essencial - trabalhar para o bem comum.
Quando não se verifica esta filosofia assiste-se a uma postura menos digna dos cidadãos ou alunos ,quando confrontados com a situação de receptores ou participantes em determinadas actividades. Muitas vezes, não são respeitosos, atentos, compreensivos e muito menos receptivos ao embevecimento perante as palavras que lhes são dirigidas. Refiro-me especialmente ao meio académico, mas a analogia também pode, em meu entender, extrapolar-se para os cidadãos no geral face aos seus governantes.
A percepção dos alunos face ao profissionalismo dos seus professores, assim como dos cidadãos face aos seus governantes, vai moldar o seu comportamento e o seu estado de espírito. Deste modo, não estranho a atitude passiva e muitas vezes desinteressada de muitos alunos (e cidadãos) perante a presença de alguns professores (e governantes). Não são mais que o espelho de quem está à sua frente e reflectem a incapacidade de se fazer respeitar, ouvir e compreender. Em suma, a falta de profissionalismo.
É certo que enquanto cidadãos e alunos, a obrigação de querer aprender e de intervir de modo proveitoso para todos, deva estar presente, mas também é certo que o poder acarreta responsabilidade, por isso, cabe a quem nos governa e ensina não só o exercício das funções elementares inerentes à profissão, mas também a tarefa, que acima de tudo é pedagógica, de fazer sentir a quem os ouve, que estão ali como aliados a trabalhar para o interesse e bem comum. Estou em crer que, deste modo, teríamos uma sociedade mais culta, participativa e tolerante.
sábado, 3 de Janeiro de 2009
Plantar ideias verdadeiras
Mas, apesar de não conseguirmos controlar a crise económica, a corrupção política, a guerra no médio oriente e as injustiças sociais, podemos sempre alterar o nosso mundo, aquele onde diariamente intervimos.
O ano que agora começa dá-nos a oportunidade de nos superarmos e de nos tornarmos pedras vivas da sociedade onde estamos inseridos.
Olhemos para o novo ano com a certeza de que, apesar das dificuldades, cabe-nos a cada um de nós semear no presente, não só para colher no futuro, mas para deixar a seara mais produtiva para aqueles que vierem.
Quem planta flores, planta beleza e perfumes para alguns dias.
Quem planta árvores, planta sombra e frutos por anos, talvez séculos.
Mas quem planta ideias verdadeiras, planta para a eternidade.”
William Shakespeare
terça-feira, 23 de Dezembro de 2008
Santo e Feliz Natal
-Eu invejo um homem santo que se contenta com tão pouco - disse o rei.
- Eu invejo Vossa Majestade que se contenta com menos do que eu - respondeu o ermita.
- Como é que pode dizer isso, se todo este país me pertence? - disse o rei ofendido.
- Justamente - disse o ermita - Eu tenho a música das esferas celestes, tenho o rios e as montanhas do mundo inteiro, tenho a Lua e o Sol, porque tenho Deus na minha alma. Vossa Majestade, porém, tem apenas este reino...
Com o desejo de que saibamos sempre distinguir o valor dos bens materiais, da verdadeira riqueza
quarta-feira, 12 de Novembro de 2008
Sem tempo
E poder abraçar o mundo.
Ignorar o cansaço,
Não precisar de um regaço e
Viver cada segundo.
Controlar as horas e os minutos,
Conseguir resgatar o tempo.
Gozar momentos infinitos,
Ser livre como o vento.
Tenho vontade de gritar ao mundo
- Aqui estou para te conquistar…
Vou fazer o que quero,
Aprender tudo o que espero
Sem o tempo para me controlar.
Quero amar a cada momento e
Ter tempo para perder.
Decifrar cada sentimento
Que invada o meu ser.
Estou sem tempo...
P.H.
terça-feira, 4 de Novembro de 2008
Algo deve alterar
“O governador do Banco de Portugal fez o historial das operações do BPN, algumas das quais ilegais, que conduziram à actual situação em que os rácios de solvabilidade do banco se encontram abaixo do mínimo legalmente exigido e os capitais próprios negativos, o que configura uma situação de falência técnica. Vítor Constâncio também disse que foram abertos seis processos de contra-ordenação contra o BPN, em Junho, na sequência da descoberta de operações clandestinas.”
Como já é do conhecimento geral o ministro das finanças, Teixeira dos Santos, anunciou a nacionalização do BPN, ficando a Caixa Geral de Depósitos (CGD) responsável pela sua gestão.
O que a maioria dos portugueses desconhece é o motivo pelo qual se deve o tardio conhecimento (será?) do Dr. Vítor Constâncio (que tem quase o dobro do ordenado do seu homólogo dos Estados Unidos) em relação a esta situação e porque é que só agora o governo intervém, desta feita com dinheiro de todos os portugueses e abrindo precedentes a futuras "salvações" de outros bancos comerciais.
Será necessário alterar as regras de supervisão, ou apenas os responsáveis por quem as aplica?
sexta-feira, 31 de Outubro de 2008
A qualidade e a crise
Bem sei que a conjuntura mundial apresenta-nos um cenário de desmoralização económica e uma necessidade imensa de retenção de custos. Chegou a altura de as empresa desvendarem o tipo de massa que as constituem. Amealharam quando podiam (e deviam) para agora poder fazer frente a esta situação? Alicerçaram valores de qualidade e visão global do mercado nos seus quadros humanos, que agora mais que nunca precisam de pôr em prática?
Estamos assim diante de uma situação em que se vai separar o trigo do joio relativamente à cultura empresarial vigente no mercado, principalmente das pequenas e médias empresa (PME).
Perante situações de crise as grandes empresas têm obviamente maior capacidade de manobra, no que diz respeito aos recursos disponíveis, sejam eles de ordem social, financeiro ou humano. Deste modo, a sua capacidade de sobrevivência no mercado perante situações menos favoráveis alarga substancialmente quando comparados com as PME. Assim, sob pena de se afundarem na crise que estamos a viver, as empresas de menor porte não podem prescindir do factor que cada vez mais os consumidores procuram – a qualidade do serviço. Não somente no seu core business, mas em todo o ambiente que rodeia a actividade empresarial.
É na altura de maiores dificuldades que os responsáveis empresariais mais devem pensar nos seus clientes. Ao continuarem a servir qualidade, as PME têm a oportunidade de sobreviver à crise. Para ilustrar esta realidade, segue uma pequena história.
É a história de um pequeno restaurante de beira de estrada que servia um frango frito de comer e chorar por mais. O dono era um homem simples, mas um excelente cozinheiro.
O movimento era cada vez maior e foi necessário colocar mesas com guarda-sol para atender melhor a clientela que crescia cada vez mais. Colocou placas na estrada a avisar da proximidade do restaurante e ganhou muito dinheiro com seu pequeno negócio. Tanto que deu para pagar os estudos do seu filho na capital.
Um dia, esse filho voltou com um lindo diploma de administração. E o pai orgulhoso perguntou: Como é que estão as coisas lá na capital?
- Pai, é bom que o senhor comece a tomar medidas. Economizar ao máximo, pois vem aí uma grande crise!
O velho não dormiu naquela noite. Na manhã seguinte começou a pôr em prática um grande esquema de economia: recolheu as mesas com os guarda-sóis para evitar que o sol e a chuva os estragassem, mandou cancelar os contratos com a empresa dos painéis de estrada, fez uma lista dos funcionários que podia dispensar, começou a poupar nos ingredientes e a fechar mais cedo para não pagar horas extras aos empregados. Andava nervoso e o seu semblante ficou mais pesado.
Meses depois, o velho observou que quase não tinha clientes. Os carros passavam na estrada e não davam aquele bendito sinal de pisca-pisca a avisar que iam entrar.
Então, o dono do pequeno negócio pensou e concluiu: o meu filho tinha razão, é uma crise daquelas…!
domingo, 26 de Outubro de 2008
Para começar a semana a sorrir
Um deputado vai na rua tranquilamente quando é atropelado e morre. A alma dele chega ao Paraíso e dá de caras com São Pedro na entrada.
- Bem-vindo ao Paraíso! Diz São Pedro. Raramente vemos parlamentares por aqui, então não sabemos bem o que fazer consigo.
- Não há problema, é só deixar-me entrar, diz o antigo deputado.
- Eu bem que gostava, mas tenho ordens superiores. Vamos fazer o seguinte: Você passa um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Depois, pode escolher onde quer passar a eternidade.
Assim, São Pedro acompanha-o até o elevador e ele desce, desce, desce até ao Inferno.
A porta abre e ele vê-se no meio de um lindo campo de golfe. Ao fundo, o clube onde estão todos os seus amigos e outros políticos com o quais havia trabalhado. Todos muito felizes e em traje social. Ele é cumprimentado, abraçado e eles começam a falar sobre os bons tempos em que ficaram ricos às custas do povo.
Jogam uma partida descontraída e depois comem lagosta e caviar. Quem também está presente é o diabo, uma figura muito amigável que passa o tempo todo a dançar e a contar piadas. Eles divertem-se tanto que, antes que ele perceba, já é hora de ir embora. Todos se despedem dele com abraços e acenam enquanto o elevador sobe.
Ele sobe, sobe, sobe e a porta abre-se outra vez. São Pedro está à espera dele. Agora é a vez de visitar o Paraíso.
Ele passa 24 horas junto a um grupo de almas contentes que andam de nuvem em nuvem, tocando harpas e cantando. Tudo vai muito bem e, antes que ele perceba, o dia acaba-se e São Pedro retorna.
- E então? Você passou um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Agora escolha a sua casa eterna.
- Olha, eu nunca pensei... O Paraíso é muito bom, mas eu acho que vou ficar melhor no Inferno. Responde o antigo deputado.
Então São Pedro leva-o de volta ao elevador e ele desce, desce, desce até ao Inferno.
A porta abre-se e ele vê-se no meio de um enorme terreno baldio cheio de lixo. Ele vê todos os seus amigos com as roupas rasgadas e sujas a apanhar o entulho e a coloca-lo em sacos pretos.
O diabo vai ao seu encontro e passa-lhe o braço pelo ombro.
Não estou a entender, gagueja o deputado. Ontem mesmo eu estive aqui e havia um campo de golfe, um clube, lagosta, caviar, e nós dançamos e divertimo-nos. Agora só vejo lixo e os meus amigos arrasados!
O diabo olha para ele, sorri ironicamente e diz: Ontem estávamos em campanha. Agora, já conseguimos o seu voto...
quinta-feira, 23 de Outubro de 2008
Escola de (pouca) gestão
É verdade que ser professor do 1º e 2º ciclo não é tarefa fácil nos dias que correm. Também não é menos verdade que os professores universitários, sendo eles contra um sistema pouco claro vigente em alguns estabelecimentos do ensino superior, convivem com algumas situações dignas de revolta.
Quando existem professores que são sobrecarregados na sua carga horária e pressionados, com o propósito de leccionarem disciplinas para as quais admitem, com humildade, não possuírem formação adequada, algo vai mal no seio da gestão académica.
No que diz respeito ao corpo discente de algumas Universidades, a vida escolar também não corre de feição, isto claro para aqueles que querem realmente aprender e que valorizam a aquisição de conhecimento ministrado por alguém que sabe realmente do que fala.
Sinto-me injustiçado e penalizado pelo facto de passado quase um mês desde o inicio do presente ano lectivo a escola de ensino superior pública que frequento, que sobrevive em grande parte dos 900 euros de propinas e taxas pagos por mim e por todo o corpo estudantil, não me proporcionar o ensino de uma disciplina técnica, a qual faz parte do programa do 1º semestre de 3º ano, do plano das optativas.Não compreendo como é possível que uma decisão aprovada em concelho pedagógico, que vai no sentido de contratar um técnico para ministrar a disciplina em causa, não esteja ainda posta em prática, decorridos 25 dias após o inicio de aulas.
Ao concelho directivo compete, nomeadamente, dirigir e coordenar as actividades e serviços e promover o desenvolvimento das actividades científicas e pedagógicas. Enquanto órgão máximo da instituição, o conselho directivo tem o dever de se alhear de quezílias internas, rivalidades e de colocar o interesse público acima de qualquer pressuposto ou intenção individual. A excelência não deve ser temida, mesmo quando vem do exterior, ainda mais quando está em causa os interesses e a formação dos seus alunos/clientes.
segunda-feira, 20 de Outubro de 2008
Um "problema" de fiscalidade
Obviamente que em Portugal tais descidas no preço de combustivel são uma miragem, pois a fiscalidade é diferente da aplicada no pais de "nuestros ermanos".
O imposto sobre os produtos petrolíferos é de 30 cêntimos por litro em Espanha e de 36,4 cêntimos por litro em Portugal. Acresce ainda o IVA que é cobrado a 20 por cento em Portugal e a 16 por cento em Espanha. (fonte: Jornal de noticias)
Mesmo sendo a fiscalidade diferente, será que iremos assistir a uma descida acentuada em Portugal, caso se venha e verificar a previsão do ministro espanhol? Ou seja, beneficiaremos de uma redução semelhante em termos relativos? Afinal, a moeda utilizada é a mesma nos dois paises e estamos sujeitos ás mesmas evoluções das cotações do petróleo nos mercados internacionais.
sexta-feira, 17 de Outubro de 2008
Inovação precisa-se
Na minha opinião, o cerne do problema passa por aqui - a prioridade da manutenção e não da inovação.
Vem este meu comentário na sequência do resultado do último estudo realizado pela Confederação da Indústria Portuguesa e da Agência Nacional para a Qualificação. Do mesmo tiram-se, entre outras, as seguintes ilações, de acordo com o noticiado no site do Diário Económico.
"Apesar de estarem quase 50 mil licenciados no desemprego, o recrutamento de profissionais com formação superior não faz parte das prioridades da indústria portuguesa nos próximos três anos"...
"Os licenciados não fazem parte das cinco profissões que as empresas do sector industrial pensam recrutar num prazo de um a três anos. Os profissionais de que as empresas têm maior necessidade são os agentes de método, isto é, pessoas com habilitações ao nível do 12º ano de escolaridade, especializadas em controlar tempos e métodos de produção, para garantir os índices de produtividade das empresas."
A aplicação de estratégias empresariais que visem a prosperidade e rendibilidade possuem como base a criatividade e a inovação, visando um conjunto de medidas que apliquem disciplinas como o Marketing, Economia, Engenharia e Sociologia. Ora, a base do conhecimento destas áreas passa pelas Escolas de Ensino Superior, sejam elas Universidades ou Politécnicos. Desfalcadas da mais valia que o conhecimento destas áreas confere aos licenciados, as empresas têm, naturalmente, grandes dificuldades em superar os problemas do mercado, bem como em conseguir a diferenciação face à voraz concorrência.
O mercado português precisa urgentemente de inovação por parte das empresas, por iniciativa própria, e não esperando que o anunciado (e não chegado) choque tecnológico lhes resolva os problemas.
A qualidade deverá ser um objectivo constante de todas as empresas, sejam elas multinacionais ou pequenos negócios emergentes, e julgo que, só será atingida quando se aliar a experiência à formação, quando os empresários se deixarem de sentir ameaçados pela excelência, mesmo que seja a dos outros, quando conseguirem levantar a voz para defender que deve ser o melhor a vencer, mesmo quando o melhor não são os próprios.
quarta-feira, 15 de Outubro de 2008
O começo de uma nova fase
Termina hoje em Portugal a fase "Delta" para o cambate a incendios florestais .Cerca de quatro mil elementos, 900 viaturas e 26 meios aéreos, estiveram mobilizados até hoje, a quarta e a penúltima da época de incêndios deste ano.
A partir de amanhã terá então início a fase “Echo”, período criado para dar resposta aos incêndios que surgem fora da época normal. Esta fase terá como principal objectivo manter um conjunto de disponibilidade que irão permitir que Portugal “não seja apanhado desprevenido”.
O relatório provisório da Autoridade Florestal Nacional refere que entre 01 de Janeiro e 30 de Setembro deste ano arderam 12.861 hectares (ha), entre povoamentos (4.395) e matos (8.466), o que representa uma diminuição de 32,2 por cento face a período idêntico do ano passado, quando arderam 18.986 ha. (Público)
Termina também para mim mais uma fase. Foram 3 messes em que participei no combate aos incêndios numa rotina de 24 sobre 24 horas, no quartel dos bombeiros municipais de Alcanena.
Volto hoje para a vida civil e começo mais uma fase da minha vida.
segunda-feira, 13 de Outubro de 2008
Curioso - 7 séculos e um ano
13 de Novembro de 1307- É preparada uma armadilha à Ordem dos Templários, pelo papa Clemente V sob pressão do Rei Filipe IV de França. São enviados inúmeras missivas com o selo papal para diferentes pontos da Europa com indicações para serem abertos ao mesmo dia e unicamente a uma hora. Nelas figurava informação acusando os Templários de traição à Igreja, e declarando-os hereges, por isso era da maior importância fazê-los desaparecer.Tudo isso porque o Papa e o Rei de França invejavam os tesouros dos templários. A ordem era mais rica que muitos reinos da época. A Ordem dos Templários propriamente dita foi extinta, refugiando-se um pequeno grupo nas Ilhas Britânicas, e em Portugal ,(o convento de Tomar foi um dos abrigos) sob guarda do Rei D. Dinis. Entretanto um grupo de sobreviventes criou a Ordem de Cristo, uma continuação dos Templários, que deu continuidade aos segredos bem guardados da Ordem.
Este evento deu origem à superstição do azar numa sexta feira 13, visto que foi nesse dia que começou a aniquilação da Ordem.
(Fonte: Wikipédia)
Ainda hoje não se sabe quais os verdadeiros propósitos da Ordem dos Templários. Existem vários mitos associados à Ordem dos Cavaleiros do Templo (também asim chamada porque o seu convento principal fora estabelecido junto ao local onde existira o Templo de Salomão, em Jerusalém), a guarda dos segredos sobre o cálice sagrado é um deles. A lenda reza que o verdadeiro cálice sagrado seria o corpo de Maria Madalena, que teria sido mulher de Jesus e dado à luz uma criança. O cálice é uma alusão ao ventre feminino que permitiu a continuidade da linhagem de Cristo. Esta lenda está na base do romance de Dan Brown - O código Da Vinci.
sábado, 11 de Outubro de 2008
Um olhar ácido sobre a crise financeira
Porque decide vender fiado, pode aumentar um bocado o preço da dose - a diferença e o aumento que os aldeões pagam pelo crédito e o aumento da margem para compensar o risco.
Como todo o comerciante que se preze, o Quim da Bouça tem aberta uma conta bancária numa agência da vila próxima. O gerente do banco, um ousado administrador formado pelo ISEAEC (Instituto Superior de Economia Aplicada a Estes Casos), decide que o livro de fiados da tasca constitui, afinal, um activo cobrável e começa a adiantar dinheiro à tasca do Quim da Bouça, tendo os fregueses, comedores de figos e bebedores de bagaço e tinto, como garantia.
Na cidade grande, uns executivos de bancos, apreciam os tais cobráveis do banco do Quim da Bouça, e transformam-nos em activos em OVNIS, SOS, POP ou CDO ou outro qualquer acrónimo financeiro, que ninguém sabe exactamente o que quer dizer e muito menos a quem se referem.
Esses adicionais instrumentos financeiros, transformam-se nas alavancas do mercado BM&F (Bom Mercado & Fiado), cujo capital inicial todos desconhecem, e que são, nada mais, nada menos¿ afinal, os livros de fiados do Quim da Bouça.
Esses derivados estão a ser negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de perto de cem países.
Até que alguém descobre que a tasca da aldeia do Carrapato não tem dinheiro para comprar mais bagaço, mais tinto e figos, e vai à falência. E toda a cadeia pifa no mesmo dia.
Como o tasqueiro, Quim da Bouça, não possui propriedades que possam ser vendidas e não apresenta quaisquer outros rendimentos, mas possui, à socapa, bons fundos que lhe assegurem o futuro desanuviado, mas em nome dum filho menor de idade - fundo intocável - não paga a ninguém e ainda se queixa, mostrando o livro de fiados, da sua desventura.
Abandona a aldeia do Carrapato, vai para bem longe, onde não seja conhecido, reabre uma nova tasca onde já não haverá mais fiados e a vida continua a sorrir-lhe...
Há muitos Quins da Bouça pelo mundo. Mesmo e talvez sobretudo em Portugal."
(retirado de IOL Diário - Artigo do leitor J Seromenho)
quarta-feira, 8 de Outubro de 2008
terça-feira, 7 de Outubro de 2008
Tudo bons rapazes
Foram ontem detidos por posse de um arsenal de armas proibidas, por suspeitas de carjacking e de um assalto à mão armada numa ourivesaria em Sintra, três perigosos cadastrados por roubos.
O Grupo de Operações Especiais da PSP apreendeu três caçadeiras, um revólver, três pistolas calibre 6,35 mm, 250 munições de caça, várias munições 6,35 mm e .28 mm, uma faca, uma besta, e ainda gorros e luvas, além de sacos de plástico com moedas com o logótipo do BPI. Posto isto, as autoridades levaram os detidos à esquadra do Cacém onde uma procuradora do Ministério Público de Sintra decidiu libertá-los a todos, com a medida de coacção mais leve, isto é, termo de identidade e residência.
Esta é de bradar aos céus: Um dos detidos tinha os documentos do carro que (alegadamente ) roubaram em sua posse. Confrontado com este facto alegou que alguém, que não ele, os tinha roubado e colocado aqueles papéis no seu bolso...
Esta ainda é melhor: A magistrada do MP aceitou a desculpa!!
(Fonte: correio da manha pág.8, de 07-10-08)
O presidente do Sindicato de Magistrados do Ministério Público (SMMP), António Cluny considera que a carreira dos magistrados não é minimamente estimulante. De certo modo, o trio de bons rapazes tem semelhantes queixas em relação à prática do seu oficio. Apreendem-lhes o material de trabalho e obrigam-nos a perder uma manhã, que quem sabe poderia ser bastante produtiva... Não se faz!!
Os agentes da PSP não terão razão de queixa. O sentimento de missão cumprida e consciência tranquila, além da adrenalina de serem confrontados com os respeitados cidadãos deverá bastar-lhes para se sentirem realizados profissionalmente.
Se o ministério público é um orgão encarregue de representar o Estado, então está tudo explicado...
domingo, 5 de Outubro de 2008
O(s) conquistador(es) da liberdade
Portugal comemora assim, neste 5 de Outubro, 865 anos de independência. Devemos este marco na nossa história a um homem que se insurgiu contra o poder instalado, e lutou, com as armas e convicções próprias da época, por uma Nação livre.
Nos dias de hoje, os problemas deste jardim à beira -mar plantado são diferentes. Todavia, mesmo que não pareça, é necessário continuar a lutar pela liberdade, desta feita, não enquanto nação no mundo, mas enquanto indivíduos na nação.
Assim como D. Afonso Henriques lutou por um pais livre, também nós devemos lutar pela mesma causa. As batalhas travam-se agora em campos diferentes, as armas dos tempos modernos são outras, mas a causa continua a ser legítima - Liberdade de expressão, liberdade de escolha, liberdade para a indignação, liberdade para a cidadania...
É importante a participação de todos nesta luta. Podemos e devemos intervir, eleger, contribuir com opiniões, denunciar, exigir a quem de direito. Estas são as nossas armas para a criação de uma nação cada vez mais livre e justa, pois não há justiça se não houver liberdade.
A D. Afonso Henriques e a todos os homens e mulheres que fazendo uso do seu direito cívico teimam em não se alhear do rumo do seu país, bem hajam.
Nota: A comemoração de 5 de Outubro de 1910, não reúne o consenso de toda a população. A convicção acerca do melhor regime político para a nação é discutível. Por outro lado, a mesma data do ano de 1143 deverá ser recordada com orgulho por parte de todos nós.
É de lamentar que as vitórias antigas estejam a ficar esquecidas...

sábado, 4 de Outubro de 2008
Precisa-se de matéria prima para construir um país
Precisa-se de matéria prima para construir um país
Eduardo Prado Coelho - in Público
A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como
Cavaco, Durão e Guterres.
Agora dizemos que Sócrates não serve.
E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.
Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que
foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós. Nós como povo.
Nós como matéria prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre
valorizada, tanto ou mais do que o euro.
Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais
apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos
demais.
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão
ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos
passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL,
DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras
particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa,
como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo
o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos ....e para
eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque
conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda
a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país:
- Onde a falta de pontualidade é um hábito;
- Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
- Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo
nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.
- Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
- Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem
que é ' muito chato ter que ler' ) e não há consciência nem memória
política, histórica nem económica.
- Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar
projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe
média e beneficiar alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas
podem ser ' compradas ' , sem se fazer qualquer exame.
- Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma
criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto
a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.
- Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
- Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre
a criticar os nossos governantes.
- Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates,
melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um
guarda de trânsito para não ser multado.
- Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como
português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que
confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não. Não. Não. Já basta.
Como ' matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta
muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.
Esses defeitos, essa ' CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA ' congénita, essa
desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se
converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade
humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é
real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós,
ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...
Fico triste.
Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o
suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima
defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
E não poderá fazer nada...
Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas
enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar
primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve
Sócrates e nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a
força e por meio do terror?
Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a
surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os
lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente
estancados....igualmente abusados!
É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone
começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento
como Nação, então tudo muda...
Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam
um messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada
poderá fazer.
Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.
Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:
Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e,
francamente, tolerantes com o fracasso.
É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o
responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir)
que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de
desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI
QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.
AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.
E você, o que pensa?.. MEDITE!
EDUARDO PRADO COELHO
Comentário
"Ora bem, eu achei muita piada ao texto e pensei em sugerir-te que o publicasses no teu blog.. entao fui tentar encontrar o texto oficial no site do público.. contudo, não consegui encontrar e decidi fazer pesquisa no google... qual não é o meu espanto quando encontro noticias (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=9&id_news=247009&page=0) de que o sr. Eduardo Prado Coelho estava a ser acusado de plágio de um artigo do qual ele não se intitulava como autor e do qual de facto não existia registo como crónica do Público...
Bem, o facto é que Eduardo Prado Correia faleceu a 25/08/2007 e este texto continua a circular como sendo da sua autoria..
Pessoalmente gostei imenso da crónica e penso que realmente se adapta à mentalidade portuguesa, contudo o seu autor é João Ubaldo Ribeiro e foi escrito para a realidade brasileira.
Uma vez que nos cafés hoje em dia já se ouve dizer que "qualquer dia isto é como no brasil.. só ha ricos e pobres e não se pode sair à rua..." então talvez esteja mesmo na hora de meditarmos sobre este texto... antes do discurso ser pior..
nota: queria só relembrar que realmente não convém acreditar em tudo o que se lê, a net tem coisas imensamente boas, mas há que saber seleccionar e filtrar a informação" (Ângela Marina)
O cronista do Publico declarou na altura que o caso já era do seu conhecimento e que nunca tinha publicado esse texto.
À (minha querida) Marina, obrigado
quinta-feira, 2 de Outubro de 2008
Indignação
O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) decidiu comutar em pena suspensa os cinco anos de prisão efectiva a que foi condenado um militar na reserva por abuso sexual de uma menina de 12 anos, em Bragança. O arguido beneficiou do novo Código Penal, que permite a aplicação de pena suspensa a condenações até cinco anos, contra os três anos previstos anteriormente.
Em acórdão datado de 25 de Setembro, o STJ decidiu que o arguido fica com a pena suspensa subordinada ao pagamento de 10 mil euros à criança, no prazo máximo de três meses, "a título de reparação do mal do crime". O arguido terá ainda que prestar trabalho a favor da comunidade num total de duzentas horas, cujos termos o Tribunal Judicial de Bragança ainda não decidiu.
Os factos remontam a 14 de Novembro de 1999, na freguesia de Espinhosela, concelho de Bragança, quando o arguido violou a criança. Na altura, o sargento-mor do Serviço da Polícia Militar, na reserva, tinha 58 anos. O sargento era familiar da criança.
Após recursos, o caso chegou ao STJ, que agora decidiu suspender a pena, considerando que "não se colocam preocupações de monta ao nível da reinserção social do arguido e que nada se pode apontar quanto ao seu comportamento anterior ao crime, ou posterior ao mesmo". O STJ argumenta que o arguido "continua com o registo criminal limpo, mais de oito anos volvidos sobre os factos".
Na decisão do Supremo pesou ainda o facto de o arguido "estar inserido familiarmente e ser socialmente bem considerado.”. Acrescentando que “as necessidades de prevenção especial não se mostram, muito fortes, no caso".
No entanto, sublinha que é "importante fazer sentir ao agora condenado os efeitos da condenação. O seu comportamento foi altamente censurável e o recorrente não pode deixar de o interiorizar".
O tribunal lembra que o arguido "causou danos psicológicos". O acórdão frisa ainda que o sargento "não assumiu qualquer atitude demonstrativa de arrependimento".
Que país é o nosso? Que tipo de leis nos regem?
Já não bastava a benevolência da primeira instância ao aplicar apenas 5 aos de prisão a um violador, pedófilo e que não demonstrou sinais de arrependimento, que depois o STJ ainda suspende a pena!!
Existe actualmente todo um conjunto de leis que favorece os bandidos, os pedófilos e toda a corja que não merece sequer o ar que respira. A lei em vigor convida a dois tipo de situação: à reincidência do crime, uma vez que os seus autores continuam a gozar de plena liberdade, e à justiça pelas próprias mãos, dado que temos uma legislação moroso, descredível e revoltante.
Julgo que quando o código penal é revisto, o objectivo é beneficiar a sociedade e fazer valer o rigor e o sentido de justiça. Neste caso o governo beneficiou os criminosos oferecendo-lhe penas mais leves, prisões domiciliárias e absolvição em penas até 5 anos.
Legisladores, juízes e membros do Governo, enfim, os detentores do poder e responsáveis por este novo código penal, como se sentiriam se fosse uma filha ou neta vossa?
quarta-feira, 1 de Outubro de 2008
Ideias que valem milhões
O prémio a atribuir são 10 milhões de dólar destinados a implementar os projectos vencedores.
O dinheiro pode ser o ponto de partida mas o fundamental é a ideia.
A avaliação de critérios será a seguinte:
Alcance: Quantas pessoas são afectadas pela ideia?
Profundidade: Qual o impacto nas pessoas visadas? Qual a urgencia da necessidade?
Acessibilidade: Poderá essa ideia ser implementada dentro de um ano ou dois?
Eficiência: A ideia é simples e rentável é a ideia?
Longevidade: Quanto tempo irá durar o impacto da ideia?
Toda a informação e candidatura aqui
terça-feira, 30 de Setembro de 2008
Purificador de consciências
Enquanto que outros concursos para se dignarem a oferecer elevadas quantias de dinheiro aos participantes exigem estudo, cultura geral e o perigo de admitirem que não sabem mais que um puto, o programa "Momento da verdade" apenas pede aos concorrentes que se sentem confortavelmente e respondam com sinceridade a perguntas do forro pessoal e sentimental. Assim, e aproveitando o facto de que este concurso desvenda os segredos mais íntimos dos participantes, expondo a sua vida privada em praça pública, sugiro o relançamento de dois outros programas, qual Fénix renascida... É uma jogada de Marketing fenomenal. Além do entretenimento, cria-se necessidades e em seguida a oportunidade de satisfazer as mesmas.
Vejamos: Se alguém assume perante o seu cônjuge que já se deixou levar nas tentações da infidelidade, nada melhor que, algumas semanas mais tarde, reaparecer no grande ecrã empunhando um ramo de rosas vermelho embalado no jingle do "Perdoa-me" , ao lado da Alexandra Lencastre ou da Fátima Lopes.
Problema sentimental resolvido, chega a vez de resolver os conflitos legais. Um concorrente que admita ter roubado, chantagiado ou que tenha posto a público qualquer outra confissão passível de manchar o cadastro, irá com certeza precisar de ajustar contas com a lei. É então que (re) surge Eduarda Maio, a anunciar a entrada do Meritíssimo e deixar a justiça nas mãos de quem sabe... "O Juiz decide".
Serviço público ao mais alto nível (ou não...). Esta saga televisiva permitiria lavar a consciência dos portugueses e colocar ao seu dispor mecanismos eficazes para limpar os destroços de tal lavagem. Seria um pouco como no filme "Cabine telefónica" de Joel Shummacher, mas sem o perigo de levar um tiro nos cornos. Quanto ao aspecto financeiro, seria dinheiro em caixa para a estação de Carnaxide, uma vez que as audiências iriam subir em flecha. Português que se preze, não resiste a uma apaixonante reconciliação e à reconstrução de uma vida alheia feliz.
Aproveitem a dica, que é de borla...!!
domingo, 28 de Setembro de 2008
Alerta máximo
Foi ao ler um artigo do Correio da Manhã on line, que este livro me saltou à memória: Alerta máximo - Portugal e Espanha em risco. Sem água potável já em 2025.
O problema de falta de água em Portugal já é uma realidade. Não é algo que acontecerá num futuro longínquo. É daqui a 17 anos e afectará a maioria das populações.
"Se todos os países do Mundo deixassem de emitir gases com efeito de estufa, seriam necessários três séculos para a natureza recuperar dos danos sofridos", afirmou o meteorologista Anthímio de Azevedo, baseando-se nas conclusões do Painel Intergovernamental para Alterações Climáticas.
É urgente a consciencialização das populações para os problemas ambientais que vivemos. Os nossos governantes têm a obrigação de agir, não com falsos protocolos de Kyoto, mas com medidas que reneguem os interesses políticos. A comunicação social deve informar os menos esclarecidos sobre os reais e graves problemas que enfrentamos. O nosso mundo corre sério perigo de vida.
Vivemos um processo sem retorno e somos co-responsáveis pela nossa própria morte anunciada.
sábado, 27 de Setembro de 2008
quinta-feira, 25 de Setembro de 2008
Magalhães - Factos e questões
Vem este meu post de hoje a propósito do programa "e.escolinha", baseado nos princípios do programa “e.escola”, que tem como objectivo o acesso ao portátil "Magalhães" por parte de todas as crianças. do 1º ciclo. "O governo vai distribuir 500 mil computadores com acesso à Internet ás crianças do ensino básico. O novo computador será gratuito para os alunos inscritos no primeiro escalão da acção social escolar, e terá um custo de 20 euros para as crianças do segundo escalão. Para os não abrangidos pela acção social escolar, o computador Magalhães terá um custo máximo de 50 euros."
Não me julgo uma pessoa pessimista, muito menos do género "bota abaixo por dá cá aquela palha" ou Velho do Restelo, mas esta iniciativa, muito bem colorida por parte do governo e das televisões, tem, como em quase tudo, um lado controverso e menos bom.Visto tratar-se de crianças, o facto de se facultar a oportunidade de aceder ao imenso mundo da Internet levanta alguns problemas.
É certo que o Magalhães vem equipado com filtros para limitar o acesso ao mundo digital, mas também é verdade que esse software vem instalado mas desactivado, cabendo aos pais a escolha das página que os pequenos podem visitar. A pergunta: está a maioria dos encarregados de educação capacitado para lidar com essa tarefa informática?
É certo que a entrega dos computadores é efectuada através das escolas, podendo estas servir de apoio aos pais desinformados tecnologicamente. A pergunta: estão os professores primários preparados para esclarecer quem necessite de informação nessa área?
É certo que cabe à família a vigilância e o controle parental sobre o equipamento e a sua utilização. A pergunta: têm os pais tempo e disponibilidade para acompanhar a "navegação" dos novos cibernautas?
É certo que o ensino das novas tecnologias é cada vez mais importante no mundo global em que vivemos. A pergunta: É possível encaixar esta matéria no horário escolar sem negligenciar disciplinas base para a formação de valores humanos e e sociais tão importantes nesta idade?
O lançamento do Magalhães é, apesar de tudo, importante, mas penso que a sua viagem deveria começar apenas quando a resposta a todas as perguntas acima colocadas fosse"SIM", mas nesse caso, ele não chegaria a tempo da data conveniente - Outubro de 2009.
Nota:"A cada idade do Homem, Deus dá-lhe as suas inquietudes"(Baden Powell). Espero que a brincadeira com a Maria, os jogos do elástico e das escondidas com a Joana , assim como as partidas de futebol com o Carlinhos, não sejam substituídos pelas "conversas" com o Magalhães.
terça-feira, 23 de Setembro de 2008
Portugal envelhecido
Conforme publica o Expresso do dia 20, "a relação entre novos e velhos é de 114, isto é, existem 100 jovens (menos de 15 anos), para cada 114 idosos (65 em diante)".
A comentadora Ângela Marina deixou-nos um texto bastante interessante na caixa de comentários do segundo post, (Pedido aos professores) deste ainda recém nascido blogue, que vai à origem dos resultados demográficos do nosso Portugal envelhecido.
"Afinal, apesar da taxa de natalidade continuar a diminuir, ainda há quem tenha a coragem de ter filhos... Coragem? Não sei se lhe podemos chamar assim.. Instinto maternal/paternal? O perpetuar da descendência? Em alguns (muitos) casos devido a um acidente de percurso.. Quantas pessoas nos dias de hoje tomam a decisão consciente de ter um filho e pensam nas consequências que isso acarreta? Numa sociedade em que cada vez somos mais egoístas... Num país com uma situação económica cada vez mais difícil para a maioria das famílias e onde se exige cada vez mais... Produtos de higiene xpto, cremes, papas sem glutem, carrinhos com direcção assistida, roupas tão pequenas que custam mais que as de um adulto, um arsenal de materiais esterilizados e brinquedos que não sejam tóxicos... o preço das creches e dos jardins-de-infância... sim, poque já são raros os avós que tomem conta dos netos (até porque nem é aconselhado, as crianças precisam interagir com outras crianças e o jardim estimula o desenvolvimento). Numa sociedade em que se tem de trabalhar das 8/9h da manhã até às 18/19h, fora enfrentar as filas de transito até chegar a casa.. e entre todas as actividades extra-curriculares das crianças, e dos pais que devem praticar desporto, e por isso têm de arranjar espaço no seu horário para ir ao ginásio... Fazer jantar, e muitas vezes ainda levar trabalho para casa.. enfim...
Que tempo (e que vontade) resta afinal aos pais para educarem os seus filhos? E que tempo resta aos pais, como casal, para manterem e se dedicarem a um relacionamento a dois? Não é dificil perceber a elevada taxa de divórcios... e a crescente responsabilidade atribuida aos professores e educadores.
Afinal quem tem coragem de ter filhos?
São por isso cada vez mais as familias mais carenciadas, aquelas que até beneficiam dos apoios do estado, e que muitas vezes nem tem trabalho, que acabam por ter filhos..
Afinal... coragem ou insconsciência???"
À (minha querida) Marina, obrigado.
segunda-feira, 22 de Setembro de 2008
Quem não estudar e não souber... Também passa
Então o Ministério da Educação tomou medidas drásticas...
A saber:
Para concluir o 9 ano passa-se alunos com 5 e 6 negativas e anuncia-se que passar todos os alunos do 9º ano é objectivo do governo.
Para concluir o 12º ano oferece-se uma nova(s) oportunidades(s) e faz-se 3 anos de escolaridade em 6 messes.
Para entrar para a faculdade fazemos exames fáceis ás disciplinas difíceis.
Agora a minha sugestão, apesar de já não ser inédito: Para terminar licenciaturas, os alunos com dificuldade em línguas, fazem exames em casa a um Domingo e enviam-no por fax para a Faculdade.
Perante estas medidas só me apetece dizer "Porreiro pá"!!
domingo, 21 de Setembro de 2008
As pessoas são o centro dos negócios
A este gigante americano, presente em 46 países, poucos negarão a qualidade dos seus cafés e o ambiente agradável e acolhedor que envolve qualquer loja desta marca. Mas a cultura e sucesso da empresa assenta na química que cada empregado (chamam-lhes partners) estabelece com os clientes."Queremos partners preparados, motivados e felizes. Se isso não se verificar o projecto não avança", diz no caderno de economia do Expresso de ontem, Álvaro Salafranca, director geral da Strabucks para o mercado Ibérico. A Starbucks encontra assim, no atendimento ao cliente, a sua grande aposta.
O demarcar-se da concorrência, é nos mercados de hoje, a principal arma das empresas. Contudo, é cada vez mais difícil obter diferenciação no produto, (devido à elevada e competitiva concorrência) e na qualidade (devido aos sucessivos avanços tecnológicos, que cada vez mais,estão ao alcance de qualquer um). O preço por si só, é apenas mais um factor, uma vez que a percepção do preço varia conforme o público alvo e conforme a mais valia que o cliente confere ao produto, bem como o valor que lhe atribui.
Mesmo que uma empresa consiga demarcar-se da concorrência em todos estes aspectos, mas não tenha incutida uma cultura organizacional empenhada nos seus colaboradores, na sua formação e em toda uma infra-estrutura orientada para a solução dos problemas e para a satisfação das necessidades dos seus clientes, será um fracasso a médio prazo. Não é certamente o caso desta empresa, no mercado desde 1971, que sabe que as pessoas continuam a ser o centro dos negócios, apesar de vivermos numa sociedade cada vez mais fechada e egoísta onde as máquinas vão tomando o lugar dos humanos.
É costume ouvir que o mundo dos negócios é frio e desumano, mas é neste mundo que um "se faz favor" ou um "obrigado" ainda persistem e onde as relações personalizadas e emocionais têm mais valor.
sábado, 20 de Setembro de 2008
Quem não vota como o Sr. quer é indisciplinado?
A disciplina de voto é uma prática que constitui para um deputado a obrigação de votar conforme a vontade do partido ou da bancada. Sim, uma obrigação, não uma recomendação, uma vez que o não cumprimento desta prática pode levar a sanções. Afinal em democracia (representativa), também existe a coação de voto!!
Julgo que continuar com estas regras para garantir a sobrevivência dos partidos, é uma faca de dois gumes. Ou seja, consegue-se manter o equilíbrio interno partidário, mas através da disciplina de voto, o chefe do Governo, pode persuadir as intenções de voto dos deputados eleitos pelas listas do seu partido e sendo também o líder do partido maioritário consegue atingir a maioria de um órgão que deveria fiscalizar o governo, mas que afinal é controlado e fiscalizado por ele.
Fica assim a ideia de que os deputados são instrumentos da liderança partidária, que em certas ocasiões são despojados do direito de voto e da capacidade de pensamento próprio.
quarta-feira, 17 de Setembro de 2008
Paraolímpicos 2008 - o bom e menos bom
Terminaram hoje os Jogos Paraolímpicos 2008, numa cerimónia que decorreu no imponente Ninho de Pássaro.
O menos bom:
Ao contrario do que é costume dizer-se, penso que os gostos se discutem. Isto a propósito do slogan da campanha de marketing levado a cabo pelo Comité Paraolímpico de Portugal. O mesmo dizia "É nisto que somos bons". Não gosto e julgo que a frase não é feliz. O slogan esbarra na armadilha da dupla interpretação, não é claro na sua mensagem e dá azo a comparações desfasadas. Afinal em que é que somos bons? E os outros atletas (os olímpicos) não são bons? É apenas "nisto" que Portugal é bom?
Não sei o que passou na cabeça do pessoal do departamento de Marketing, mas eles que se cuidem, pois estão uns quantos muito bons a terminar a licenciatura nessa área... ;)
Sei que a campanha recebeu algumas críticas menos boas quando saiu para a rua, mas penso que durante a competição é preferível canalizar todo o nosso apoio e atenção para os atletas. É esta a altura de analisar o que correu bem e menos bem de modo a ser possível fazer mais e melhor para Londres 2012.
O bom:
A Comitiva Paraolímpica regressa a Portugal com sete medalhas. Uma de ouro, quatro de prata e duas de bronze. Tendo em conta o elevado nível da competição, os resultados foram bastante positivos. "Queríamos que a participação dignificasse o país e fosse um acto de superação e isso foi atingido", afirmou Humberto Santos, lembrando que além das sete medalhas conquistadas, "a generalidade dos atletas conseguiram bater recordes pessoais e alguns nacionais".
A todos eles os meus parabéns, não só pelos resultados, mas também pelo esforço e empenho.
Lista de medalhados:
Atletismo
Luís Gonçalves, prata nos 400m T12
Boccia
António Marques, prata em BC1, Individual
João Paulo Fernandes, ouro em BC1, Individual
António Marques, Cristina Gonçalves, Fernando Ferreira e João Paulo Fernandes, prata em BC1/BC2 Equipas
Armando Costa, bronze em BC3, Pares Eunice Raimundo Mário Peixoto
Bruno Valentim, prata em BC4, Pares Fernando Ferreira
Natação
João Martins, bronze em 50 m costas S1
terça-feira, 16 de Setembro de 2008
Pedido aos professores
Na sociedade actual, muitos dos encarregados de educação abandonam o seu papel de educadores apontando, erradamente, os professores da escola, do Karaté e o chefe dos escuteiros como principais formadores. Em muitas situações são estas entidades os únicos pilares educacionais. É a estas entidades que presto homenagem e faço o mesmo pedido que alguém fez à 178 anos atrás.
"Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, por cada vilão há um herói, que por cada egoísta, há também um líder dedicado, ensine-lhe por favor que por cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada, ensine-o a perder mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso, faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros do céu, as flores do campo, os montes e os vales.
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos. Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.
Ensine-o a ouvir a todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando esta triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram. Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.
Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.
Eu sei que estou a pedir muito, mas veja que pode fazer, caro professor."
Abraham Lincoln, 1830
segunda-feira, 15 de Setembro de 2008
Quem diz que não há justiça em Portugal?
Mas, engane-se quem pensa que a nossa justiça ficou por aqui. Não senhor. Neste país quem não cumpre as leis é punido. A justiça tarda mas chega, dizem uns, a verdade vem sempre ao cimo, dizem outros.
O fora da lei já tem a sua sentença. O Tribunal da Relação do Porto concluiu que o presidente do FC Porto, Pinto da Costa, foi detido irregularmente no âmbito do processo Apito Dourado e decidiu que deve ser indemnizado pelo Estado em 20 mil euros.
"E esta hã...?"







