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9.12.09

Quem andou no convento sabe o que se lá passa dentro

Medina Carreira: "Deputados não valem nada"

Antigo ministro das Finanças acusa os deputados da Assembleia da República de não terem voz activa e compara Parlamento à Assembleia Nacional de Salazar.

"Aquilo [o Parlamento] vale tanto como a Assembleia Nacional do Salazar. Eles não valem nada, não têm voz activa", disse Medina Carreira.

Intervindo durante a tertúlia "125 Minutos com...", de Fátima Campos Ferreira, que decorreu no Casino da Figueira da Foz, Medina Carreira disse que no tempo de Salazar a "mistificação" na Assembleia era "igual" mas "mais autêntica".

"Salazar dizia 'ninguém mia' e ninguém miava. Agora é um fingimento, quem está na Assembleia são os tipos escolhidos pelo chefe do partido, se miam não entram na legislatura seguinte e como vivem daquilo têm de não miar", sublinhou.

Rotulou os deputados de "obedientes" e "escravozitos que andam por ali na mão dos chefes partidários".

"Sabem que se falarem, não entram [nas listas]", disse, dando como exemplos o histórico socialista Manuel Alegre e os ex-ministros Manuel Maria Carrilho e João Cravinho.

"O Alegre falou, correram com ele, ao Manuel Maria Carrilho deram-lhe um lugar bom em Paris, o Cravinho começou a mexer na corrupção deram-lhe um lugar em Londres. E aqueles outros que não podem ir para Londres nem para Paris, calam-se", argumentou Medina Carreira.

Defendeu alterações ao sistema eleitoral, que classificou de "saco de gatos".

"É um sistema de saco de gatos, o partido mete lá [nas listas] 20 pândegos. Contaram-se os votos, saem cinco e o senhor foi um dos cinco que saiu", ilustrou.

Referindo que os deputados "não têm de lutar pela eleição", preconizou, embora sem o referir, a constituição de círculos uninominais, em que a escolha dos deputados seja feita directamente pelos eleitores e não pelos "chefes" partidários.

Considerou que dos 230 parlamentares actuais, o número de bons deputados não excede os 30 "e o resto anda lá para cumprir horário".

"Nós temos umas instituições para decoração, enquanto o povo não eleger os deputados, aquilo [a Assembleia da República] é uma construção caduca", sustentou.

Retirado do JN online de hoje