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11.10.11

Marketing 3.0 – Olhar para o consumidor como ser humano

Maioria das empresas ainda não pratica o Marketing 3.0

Por Sylvia de Sá, do Mundo do Marketing | 28/09/2011


“Se daqui a cinco anos você estiver no mesmo ramo em que está hoje, seu negócio não existirá mais."

A frase destacada por Philip Kotler mostra a urgência por inovação dentro das empresas, além de uma muda

nça de foco. Mais do que olhar para os clientes, as marcas criativas precisam ver o consumidor como um ser humano. É isso o que propõe o Marketing 3.0, conceito nascido em 2005 na Ásia e explorado no livro Marketing 3.0, um dos mais vendidos em 2010 no Brasil, lançado pela editora Elsevier e escrito por Kotler, em parceria com Hermawan Kartajaya e Iwan Setiawan.

Para se destacar no contexto atual, as companhias precisariam sair do Marketing 1.0 – onde se encontra a maioria das empresas do planeta – para o Marketing 3.0. Apesar da ideia não ser novidade e vir sendo amplamente divulgada por Kotler em todo o mundo, o conceito está longe de sair do papel.

“A maioria das empresas é de Marketing 1.0. Entregam um bom benefício mentalmente”, disse Kotl

er durante o Seminário HSM, realizado na última segunda-feira, dia 26, em Porto Alegre, no Rio Gra

nde do Sul. O guru do Marketing lembrou ainda que poucas companhiam praticam até mesmo o Marketing 2.0, aquele capaz de transformar clientes em fãs, como fazem marcas como a Harley-Davidson.


Preocupação com o planeta

Juntando o benefício mental proposto pelo Marketing 1.0 e a felicidade gerada pelo Marketing 2.0, o Marketing 3.0 quer ir além: as empresas devem entregar amor, fazer as pessoas se sentirem bem emocionalmente e, mais do que isso, olhar para o planeta como um todo.

“É não atender apenas o lado emocional, mas mostrar aos clientes que a empresa se preocupa com o mundo. Isso é o Marketing 3.0”, explica Kotler. Ao praticar o Marketing Social, as marcas usam os princípios básicos da ferramenta para ajudar pessoas, com ações que colaboram para a melhoria da vida, como campanhas que incentivam a parar de fumar ou se alimentar melhor.


Olhando para trás
Na busca pela inovação e pelo bem social de forma sustentável para a empresa, vale reinventar o passado. Nem toda companhia poderá criar o novo iPad, então por que não olhar para antigos negócios e aproveitar o seu potencial?

Foi o que fez a Starbucks, por exemplo, quando transformou a experiência de tomar café e virou sinônimo da categoria. Ou a Zappos, que superou o principal obstáculo da venda de calçados pela internet e, diante da dúvida dos consumidores quanto ao tamanho do sapato, passou a enviar três números do mesmo modelo, arcando com a despesas de devolução.

A TOMS Shoes foi além e não só reinventou a venda de calçados, como também agregou o valor social ao negócio. Para cada par de sapatos vendido pela empresa, outro é doado a crianças carentes. Na hora de se destacar, a internet aparece como uma forte aliada, mas não a única. O investimento no digital deve ser cauteloso.

“Conheço uma empresa que redirecionou 50% do seu orçamento de Marketing para o digital e o resultado foi catastrófico. Repasse 10% para as mídias digitais e contrate alguém que entenda de internet. Se trouxer resultado, dê mais 10%”, aconselha Kolter.


Criação em parceria
Entre as vantagens da web está a possibilidade de cocriação, cada vez mais utilizada pelas empresas. A tendência, no entanto, também aparece no ambiente físico. A já citada Harley-Davidson é conhecida por levar os clientes para acompanharem os engenheiros da empresa. Já a dinamarquesa Lego convida crianças para oficinas onde geram ideias para novos brinquedos com os famosos blocos de montar.

Na Procter & Gamble, a estratégia de conexão e desenvolvimento substituiu a tradicional abordagem de pesquisa e desenvolvimento. O programa de inovação alavanca a rede de empreendedores e fornecedores globais da P&G para que ofereçam ideias de produtos.

Como resultado, a iniciativa passou a contribuir com cerca de 35% da receita da companhia e gerou itens conhecidos pelos consumidores de todo o mundo como o creme Olay Regenerist e as escovas a pilha Crest SpinBrush.


As mais amadas
Com a cocriação, vem também o conceito de comunidade, que se sobrepõe à segmentação tradicional. “A segmentação produz pessoas homogêneas, enquanto as comunidades têm diferentes pessoas. A Apple, por exemplo, construiu comunidades de indivíduos que amam a marca”, ressalta Kotler.

Com as comunidades, as companhias conseguem manter os clientes proprietários, aqueles que compram, ficam satisfeitos, falam para outras pessoas, convencem a experimentar e fazem críticas construtivas, como fãs. Mais do que isso, as empresas conquistam funcionários proprietários, que possuem um senso de propriedade, são leais, sugerem melhorias e servem os consumidores da melhor maneira possível.

Características como essas levam os norte-americanos a amarem empresas como Amazon, Best Buy, BMW, Container Store, eBay, Google, Harley-Davidson, Honda, IDEO, IKEA, Johnson & Johnson, Starbucks, Timberland, Toyota e Whole Foods, algumas das listadas no livro “Firms of Endearment – How World-Class Companies Profit from Passion and Purpose” (Os segredos das empresas mais queridas – Como empresas de classe mundial lucram com a paixão e os bons propósitos), de Raj Sisodia, Jag Sheth e David B. Wolfe.

Essas companhias, que não só contam com uma verdadeira legião de fãs, como também são altamente lucrativas, têm características em comum:


- Alinham os interesses de todos os grupos de stakeholders;

- Os salários de seus executivos são relativamente modestos;

- Adotam uma política de “portas abertas” de acesso à alta gerência;

- A remuneração e os benefícios de seus funcionários são elevados para a categoria, o treinamento de seus funcionários é mais longo e a rotatividade da mão de obra é menor;

- Contratam pessoas que têm entusiasmo pelos clientes;

- Consideram os fornecedores parceiros legítimos, que colaboram para melhorar a produtividade e a qualidade e para reduzir os custos;

- Acreditam que a cultura corporativa é seu maior ativo e sua principal fonte de vantagem competitiva;

- Seus custos de Marketing são muito menores do que os de outras empresas do seu setor e, ao mesmo tempo, a satisfação e a retenção de clientes são muito maiores.


Texto integral e imagem retirados daqui

15.4.09

Emoções




7.4.09

Existem alternativas

A Democracia Directa está na boca do povo. As pessoas já sabem que existem alternativas à forma de governar o nosso país.

A “nova” visão de como exercer política em Portugal está a ser propagada por pessoas que na sua teimosia não desistem de denunciar e reclamar por uma sociedade mais justa e realmente democrata. Estão a contribuir com ideias, movimentos cívicos, fóruns e blogues de esclarecimento.

Retirado do blogue: Um jardim no deserto
"Espalhe esta ideia: Democracia Directa- Visão Cristã
divulgando este endereço: http://democratadirecto.wordpress.com
e, se dispuser de tempo e vontade para o fazer e se sentir identificado com os princípios e objectivos, participe com as suas próprias ideias.
Todas as pessoas de boa vontade são bem vindas.
Os cidadãos têm que tomar em suas mãos aquilo que é seu por direito numa democracia: o poder de decidir sobre a forma de funcionamento do seu país e a sua forma de estar no mundo."

26.3.09

Intervenção Pública

O P.H. ácido associa-se à divulgação da Fundação do “Movimento para a Democracia Directa - DD”

Os movimentos cívicos, quando fundados sobre valores democráticos e tendo com bandeira o poder do povo e para o povo, são sempre uma mais-valia para a sociedade. Tendo em conta o apurado sentido de justiça do mentor do “Movimento para a Democracia Directa” e a sua declaração de Princípios, acredito que este será um meio eficaz de reclamar por uma sociedade mais livre e justa.

O encontro para a fundação do Movimento para a Democracia Directa será em Alcobaça, no dia 28 de Março pelas 15 horas.
http://doportugalprofundo.blogspot.com/

18.2.09

Trabalhar para o bem comum

“O profissionalismo é entendido como as características e capacidades específicas da profissão. É a complexa variedade a que um profissional se deve submeter para desempenhar o trabalho com dignidade, justiça e responsabilidade”. (wikipedia).

A competência no exercício das funções confere ao profissional uma posição, que uma vez conquistada e mantida, faz dele alguém digno, justo e responsável. Não me refiro a um estado superior de moralidade, nem tão pouco à altivez de se tomar como dono e senhor da verdade absoluta e irrefutável. Falo de alguém, que acima de tudo, é respeitado, ouvido, admirado e compreendido.

São estas características, entenda-se consequências dos actos e palavras, que quando conferidas por aqueles com quem se lida diariamente no meio profissional ou académico, fazem da pessoa um aliado que trabalha para o bem comum, ou seja, um bom profissional. Este é o ponto essencial - trabalhar para o bem comum.

Quando não se verifica esta filosofia assiste-se a uma postura menos digna dos cidadãos ou alunos ,quando confrontados com a situação de receptores ou participantes em determinadas actividades. Muitas vezes, não são respeitosos, atentos, compreensivos e muito menos receptivos ao embevecimento perante as palavras que lhes são dirigidas. Refiro-me especialmente ao meio académico, mas a analogia também pode, em meu entender, extrapolar-se para os cidadãos no geral face aos seus governantes.

A percepção dos alunos face ao profissionalismo dos seus professores, assim como dos cidadãos face aos seus governantes, vai moldar o seu comportamento e o seu estado de espírito. Deste modo, não estranho a atitude passiva e muitas vezes desinteressada de muitos alunos (e cidadãos) perante a presença de alguns professores (e governantes). Não são mais que o espelho de quem está à sua frente e reflectem a incapacidade de se fazer respeitar, ouvir e compreender. Em suma, a falta de profissionalismo.

É certo que enquanto cidadãos e alunos, a obrigação de querer aprender e de intervir de modo proveitoso para todos, deva estar presente, mas também é certo que o poder acarreta responsabilidade, por isso, cabe a quem nos governa e ensina não só o exercício das funções elementares inerentes à profissão, mas também a tarefa, que acima de tudo é pedagógica, de fazer sentir a quem os ouve, que estão ali como aliados a trabalhar para o interesse e bem comum. Estou em crer que, deste modo, teríamos uma sociedade mais culta, participativa e tolerante.

3.1.09

Plantar ideias verdadeiras

É verdade que, na opinião do Presidente da República ( e da minha), o ano de 2009 vai ser recheado de dificuldades. Os tempos difíceis não terminaram com o ano que findou, antes pelo contrário.
Mas, apesar de não conseguirmos controlar a crise económica, a corrupção política, a guerra no médio oriente e as injustiças sociais, podemos sempre alterar o nosso mundo, aquele onde diariamente intervimos.
O ano que agora começa dá-nos a oportunidade de nos superarmos e de nos tornarmos pedras vivas da sociedade onde estamos inseridos.
Olhemos para o novo ano com a certeza de que, apesar das dificuldades, cabe-nos a cada um de nós semear no presente, não só para colher no futuro, mas para deixar a seara mais produtiva para aqueles que vierem.

Quem planta flores, planta beleza e perfumes para alguns dias.
Quem planta árvores, planta sombra e frutos por anos, talvez séculos.
Mas quem planta ideias verdadeiras, planta para a eternidade.”
William Shakespeare

23.12.08

Santo e Feliz Natal

Um velho ermita foi certa vez convidado para ir à corte do rei mais poderoso daquela época.

-Eu invejo um homem santo que se contenta com tão pouco - disse o rei.

- Eu invejo Vossa Majestade que se contenta com menos do que eu - respondeu o ermita.

- Como é que pode dizer isso, se todo este país me pertence? - disse o rei ofendido.

- Justamente - disse o ermita - Eu tenho a música das esferas celestes, tenho o rios e as montanhas do mundo inteiro, tenho a Lua e o Sol, porque tenho Deus na minha alma. Vossa Majestade, porém, tem apenas este reino...

in Maktub, de Paulo Coelho


Com o desejo de que saibamos sempre distinguir o valor dos bens materiais, da verdadeira riqueza

Desejo a todos um Santo e Feliz Natal

12.11.08

Sem tempo

Quem me dera ter mil braços
E poder abraçar o mundo.
Ignorar o cansaço,
Não precisar de um regaço e
Viver cada segundo.
Controlar as horas e os minutos,
Conseguir resgatar o tempo.
Gozar momentos infinitos,
Ser livre como o vento.

Tenho vontade de gritar ao mundo
- Aqui estou para te conquistar…
Vou fazer o que quero,
Aprender tudo o que espero
Sem o tempo para me controlar.
Quero amar a cada momento e
Ter tempo para perder.
Decifrar cada sentimento
Que invada o meu ser.

Estou sem tempo...
P.H.

4.11.08

Algo deve alterar

“O governador do Banco de Portugal fez o historial das operações do BPN, algumas das quais ilegais, que conduziram à actual situação em que os rácios de solvabilidade do banco se encontram abaixo do mínimo legalmente exigido e os capitais próprios negativos, o que configura uma situação de falência técnica. Vítor Constâncio também disse que foram abertos seis processos de contra-ordenação contra o BPN, em Junho, na sequência da descoberta de operações clandestinas.”

(in diário económico.com)

Como já é do conhecimento geral o ministro das finanças, Teixeira dos Santos, anunciou a nacionalização do BPN, ficando a Caixa Geral de Depósitos (CGD) responsável pela sua gestão.

O que a maioria dos portugueses desconhece é o motivo pelo qual se deve o tardio conhecimento (será?) do Dr. Vítor Constâncio (que tem quase o dobro do ordenado do seu homólogo dos Estados Unidos) em relação a esta situação e porque é que só agora o governo intervém, desta feita com dinheiro de todos os portugueses e abrindo precedentes a futuras "salvações" de outros bancos comerciais.

Será necessário alterar as regras de supervisão, ou apenas os responsáveis por quem as aplica?